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10 diferenças entre IPv6 e IPv4

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 IPv6 é um protocolo inteiramente novo. Ele não é uma atualização do IPv4. Existem diferenças substanciais entre os dois. Isto nos leva a esclarecer algumas diferenças em relação ao protocolo antigo e algumas curiosidades.  O IPv4 não vai ser desativado tão cedo. Ninguém  " migra " para IPv6. Ambos protocolos vão coexistir até que o IPv4 não seja mais necessário.  Não há protocolo ARP no IPv6, este foi inteiramente substituído pelo ICMPv6 . Os mecanismos de descoberta de vizinhança e rotadores são muito mais simplificados. Interfaces IPv6 tem suporte nativo para múltiplos endereços . Os sistemas operacionais geram vários endereços aleatórios para evitar de usar o seu endereço "oficial" na internet. IPv6 não tem NAT! A capacidade de endereçamento é virtualmente infinita. Um único provedor recebe o equivalente a uma Internet IPv4 INTEIRA, não em endereços únicos, mas em redes /64, cada uma com uma capacidade ABSURDA de endereços. Em contra partida, exite o...

Frame Rewrite - Desenhando para entender.

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Um conceito um pouco confuso as vezes, para quem é iniciante, é o de "frame rewrite". Explico.  Quando um host envia um pacote para um host em uma rede remota, naturalmente o pacote vai ser encaminhado para o roteador. Mas como é possível enviar um pacote para um host/Roteador sem que seja para ele exatamente? Você pode cair na engano de achar que o roteador vai adivinhar para onde este pacote deve ir, ou que existe um outro campo no cabeçalho IP para tratar disso. Alguns chegam a pensar que ao enviar um pacote para um host fora da sua rede o processo do ARP corre normalmente, e ficam confusos ao perceber que eles não aparecem na tabela ARP. Pode parecer muito bobo, mas é uma dúvida comum e uma coisa que não fica muito clara para iniciantes. Quando é necessário montar um pacote para um endereço que está fora da sua rede, para ser bem óbvio, no campo "IP de destino" vai ser colocado exatamente o IP de destino. Já no campo MAC de destino será colocado ...

Tutorial DNS - Parte 3 - Resource records

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A segunda parte desta série apresentou alguns detalhes mais técnicos sobre a mecânica do serviço de DNS. Para completar vamos entender os tipos de registros DNS e suas aplicações. Resourse records O serviço de DNS é composto por um conjunto de tipos de registros chamados "Resourse records". Cada um possui um código numérico que é transmitido no cabeçalho do pacote DNS. Um usuário ou um recursivo fazendo uma pesquisa pode querer saber vários tipos de informações diferentes sobre um host ou uma zona, como por exemplo seu endereço IPv6, IPv4, ou quem é o autoritativo daquela zona. Outro exemplo didático são os servidores de email. Quando enviamos um email para ´"fulano@blogger.com" o nome do endereço de email sugere um usuário "fulano" dentro de um domínio. Você poderia pensar, a princípio, que a mensagem seria enviada ao servidor "blogger.com" ou algo do tipo, mas na grande maioria das vezes não é nem de longe assim. É necessário perguntar p...

Tutorial DNS - Parte 2 - Detalhes mais técnicos

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Na primeira parte deste tutorial falei sobre os fundamentos básicos do serviço de DNS. Os servidores podem ser autoritativos, sendo "donos" de uma ou mais zonas, e/ou recursivos, respondendo consultas por domínios diversos.Na sequência temos mais alguns detalhes do seu funcionamento. GLUE Records Quando um servidor recursivo está fazendo uma consulta ele pode se deparar com um pequeno problema. Tomemos o exemplo em que o usuário quer saber o endereço IP de "joaolucasmacedo.blogspot.com.br". Se ele já não tem este registro salvo em cache ele vai começar a pesquisa perguntando à algum servidor raiz pelo nome. Como eles não podem responder diretamente pela zona "blogspot.com.br" vão indicar pelo menos os servidores responsáveis pela zona ".br", que são "A.dns.br", "B.dns.br", "C.dns.br", até o "E.dns.br" . Em seguida o recursivo vai perguntar à um destes pela zona blogspot.com.br. Mas existe um pequeno d...

Tutorial DNS - Parte 1 - Introdução

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DNS(Domain name System) é um serviço criado para resolver os nomes na Internet, "traduzi-los" para endereços IP, e vice versa. Por exemplo o endereço "www.Exemplo.com.br" deve corresponder à um determinado endereço IP. Isso facilita a vida do usuário, na verdade a Internet seria impossível sem este serviço muito simples.  Um pouquinho de história Nos primórdios da Internet era muito fácil se lembrar dos endereços IP de outros servidores já que havia muito poucos hosts na rede. Conforme a rede cresceu este trabalho se tornou cada vez mais dispendioso. A solução seguinte foi criar um arquivo de texto chamado "hosts" onde era colocado todos os nomes conhecidos e os respectivos endereços IP. Este arquivo era atualizado periodicamente com um número de versão para controle. A cada acesso a aplicação poderia checar o arquivo para saber qual o endereço IP correspondente ao host. Naturalmente isto também ficou absolutamente insustentável com o cre...

IPv6 - Saindo do armário

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IPv6 é a nova versão do protocolo IP, que de novo não tem nada, pois a RFC do protocolo data de 1998! O problema é que houve uma grande procrastinação do IPv4 com as técnicas de mitigação do esgotamento de endereços. O IPv6 elimina o problema da falta de endereços válidos e uso de NAT em redes locais, entre outras novidades. Com 128 bits para endereçamento não faltarão endereços por toda via láctea. Boa parte da Internet já funciona em IPv6 e a grande maioria dos dispositivos novos vêm com ele habilitado por padrão. Você já está usando IPv6 e e talvez não saiba... Ele está lá na sua rede, os hosts tentam fechar tuneis IPv6 para atravessar o seu firewall, fazem autoconfiguração e se comunicam por IPv6, tudo debaixo do seu nariz. Então saia do armário e comece a estudar o assunto antes que seja tarde. :-) Quando se toca no assunto o pessoal fala de lado, olha pro chão. Alguns dizem que é moleza, que basta sair do decimal e estudar números hexadecimais, ou que vai demorar muito até se...

Script de backup (para sistemas que não têm)

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90% do meu trabalho é suporte. Dou suporte à usuários, manutenção de PCs e sistemas operacionais, etc. E, é claro, sempre em pequenas e médias empresas onde há sistemas de gestão mais simples, e tudo fica a cargo do usuário, inclusive o backup. Na maioria dos casos o "servidor"  é um PC qualquer da empresa, o que faz da questão um tanto delicada. Deixar o usuário a cargo do backup é quase insano, ainda mais em computadores comuns onde os usuários fazem as tarefas comuns. Sem falar que muitos desses sistemas simplesmente não têm ferramenta de backup!  O backup é feito copiando manualmente  uma pasta ou os arquivos do banco de dados. Alguns oferecem um script de backup que pode ser agendado como tarefa do Windows, outros não. É aqui onde quero chegar. Andei trabalhando com alguns softwares que o desenvolvedor não dá qualquer suporte ao backup e os usuários acabaram fazendo bagunça na hora de copiar os arquivos. Vou dar um exemplo de script de backup de uma pasta, o qua...