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Spanning tree - A importância das Edge Port

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A vantagem do protocolo Spanning tree é que  ele faz praticamente tudo sozinho. É necessário pouca ou nenhuma intervenção para que a rede funcione normalmente com ele. Talvez a sua rede use e você nem saiba. Mas o que quero deixar claro aqui é que a funcionalidade do "Edge Port" (Port fast ou Edged port dependendo do fabricante) é talvez a mais importante de todas , e porque você deve prestar atenção nela. Para contextualizar o artigo vou falar de uma situação que passei recentemente. Peguei uma rede relativamente grande para configurar, e habilitei o STP em todos os 25 switchs. O STP não vinha habilitado por padrão, então setei todos eles com o RSTP(802.1w). Depois de alguns dias fiz uma vistoria nos logs de todos os switchs, a começar pelo root bridge, e verifiquei que os logs estavam inundados de mudanças de topologia (ou TCN's, Topology change notifications). Além de inundar os logs dos equipamentos, sabemos que a cada mudança de topologia a tabela MAC é ZERADA...

Comandos IPv6 no Linux

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Vejamos os comandos básicos de manipulação de endereços IPv6 no Linux . É possível, é claro, fazer pela interface gráfica, mas no caso vamos usar o comando "ip" que além de ter muito mais opções, ele substituiu o "ifconfig", portanto agora é a opção padrão em todas as distribuições: 1) exibir endereços: ip -6 addr show [dev eth0]   2) Adicionar endereço: ip -6 addr add 2001:db8::1/64 dev eth0  Em IPv6 é possível que uma interface tenha múltiplos endereços, portanto você pode executar este comando várias vezes para a mesma interface. Naturalmente, ao adicionar um endereço os outros  não são removidos , você deve removê-los usando o próximo comando. 3) Remover endereço: ip -6 addr del 2001:db8::1/64 dev eth0 4) exibir vizinhança: ip -6 neig Este comando é análogo ao "arp" do IPv4. Lembrando que no IPv6 não existe ARP , por o ICMPv6 assume sua função. Veja este artigo com as principais diferenças entre os protocolos. 5) exi...

Comandos IPv6 no Windows

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Vejamos os comandos básicos de manipulação de endereços IPv6 no Windows. É possível, é claro, fazer pela interface gráfica, mas no caso vamos usar o comando netsh que tem muito mais opções:   1) exibir endereços: netsh int ipv6 sh addr [int="Conexão Local"] Especificar a interface é opcional aqui, mas caso seja feito ele mostra muito mais detalhes. 2) Adicionar endereços: netsh int ipv6 add addr "Conexão Local" 2001:db8::2/64 store=persistent Em IPv6 é possível que uma interface tenha múltiplos endereços, portanto você pode executar este comando várias vezes para a mesma interface. Naturalmente, ao adicionar um endereço os outros  não são removidos , você deve removê-los usando o próximo comando. O parâmetro " store=persistent" indica que a configuração será salva permanentemente. Do contrário o será perdida na reinicialização. 3) Remover endereços: netsh int ipv6 del addr int="Conexão Local" addr=2001:db8::2 4) Ex...

Certificações - Um seleto grupo de profissionais

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Dia desses acabei analisando a pesquisa do APINFO sobre o mercado de TI no Brasil. Para quem não sabe, é um dos sites mais antigos da área, e mantêm um enorme cadastro de vagas e profissionais de TI. É bem raro obter dados numéricos sobre as certificações. Não se sabe ao certo quantos são, índices de reprovação, proporção de profissionais etc. Mas a pesquisa do APINFO mostra muitas coisas em detalhes. Vendo a pesquisa, me chamou a atenção um ponto. Apenas 33% dos profissionais de TI têm alguma certificação, e apenas 15% têm mais de uma . Pense nisso. Realmente, refletindo um pouco, eu conheço muito pouca gente com alguma certificação. Obter um título desses te coloca em um grupo de um terço de profissionais da área, o que é bem interessante. Se você tiver duas certificações, o que não é difícil, estará em um grupo com metade do tamanho, dentro de um sexto de profissionais. É uma coisa a se pensar não acha? Do ponto de vista do recrutador a certificação valida o seu conhecimen...

Certificação Linux Essentials - Por que fazer?

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Recentemente resolvi fazer a certificação LPI Linux essentials , exame 010-150 .  O preço relativamente baixo, a validade vitalícia e o mínimo necessário de apenas 50% de aproveitamento me deixou bastante animado. Afinal, Linux é uma área bem escassa de profissionais, e uma certificação é uma certificação. Depois de ver a série do Gustavo Kalau sobre o exame vi que o conteúdo é aquilo que qualquer pessoa com o mínimo de familiaridade com o pinguim tiraria de letra. A única parte talvez mais chata, para alguns, é sobre a filosofia do software livre e licenciamento. Algumas pessoas ignoram esse assunto, não eu. Calhou que ao mesmo tempo descobri o curso NGD Linux Essentials no Cisco Netacad. O curso é gratuito , excelente, e aborda todo o conteúdo do exame. Ainda tem mais 2 cursos no mesmo estilo com o conteúdo dos exames superiores(LPIC-1 e LPIC-2). Em resumo o que pode ser dito da prova:  A prova é fácil e de conteúdo bem resumido.  A validade eterna e a nota...

10 diferenças entre IPv6 e IPv4

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 IPv6 é um protocolo inteiramente novo. Ele não é uma atualização do IPv4. Existem diferenças substanciais entre os dois. Isto nos leva a esclarecer algumas diferenças em relação ao protocolo antigo e algumas curiosidades.  O IPv4 não vai ser desativado tão cedo. Ninguém  " migra " para IPv6. Ambos protocolos vão coexistir até que o IPv4 não seja mais necessário.  Não há protocolo ARP no IPv6, este foi inteiramente substituído pelo ICMPv6 . Os mecanismos de descoberta de vizinhança e rotadores são muito mais simplificados. Interfaces IPv6 tem suporte nativo para múltiplos endereços . Os sistemas operacionais geram vários endereços aleatórios para evitar de usar o seu endereço "oficial" na internet. IPv6 não tem NAT! A capacidade de endereçamento é virtualmente infinita. Um único provedor recebe o equivalente a uma Internet IPv4 INTEIRA, não em endereços únicos, mas em redes /64, cada uma com uma capacidade ABSURDA de endereços. Em contra partida, exite o...

Frame Rewrite - Desenhando para entender.

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Um conceito um pouco confuso as vezes, para quem é iniciante, é o de "frame rewrite". Explico.  Quando um host envia um pacote para um host em uma rede remota, naturalmente o pacote vai ser encaminhado para o roteador. Mas como é possível enviar um pacote para um host/Roteador sem que seja para ele exatamente? Você pode cair na engano de achar que o roteador vai adivinhar para onde este pacote deve ir, ou que existe um outro campo no cabeçalho IP para tratar disso. Alguns chegam a pensar que ao enviar um pacote para um host fora da sua rede o processo do ARP corre normalmente, e ficam confusos ao perceber que eles não aparecem na tabela ARP. Pode parecer muito bobo, mas é uma dúvida comum e uma coisa que não fica muito clara para iniciantes. Quando é necessário montar um pacote para um endereço que está fora da sua rede, para ser bem óbvio, no campo "IP de destino" vai ser colocado exatamente o IP de destino. Já no campo MAC de destino será colocado ...