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Certificações - Um seleto grupo de profissionais

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Dia desses acabei analisando a pesquisa do APINFO sobre o mercado de TI no Brasil. Para quem não sabe, é um dos sites mais antigos da área, e mantêm um enorme cadastro de vagas e profissionais de TI. É bem raro obter dados numéricos sobre as certificações. Não se sabe ao certo quantos são, índices de reprovação, proporção de profissionais etc. Mas a pesquisa do APINFO mostra muitas coisas em detalhes. Vendo a pesquisa, me chamou a atenção um ponto. Apenas 33% dos profissionais de TI têm alguma certificação, e apenas 15% têm mais de uma . Pense nisso. Realmente, refletindo um pouco, eu conheço muito pouca gente com alguma certificação. Obter um título desses te coloca em um grupo de um terço de profissionais da área, o que é bem interessante. Se você tiver duas certificações, o que não é difícil, estará em um grupo com metade do tamanho, dentro de um sexto de profissionais. É uma coisa a se pensar não acha? Do ponto de vista do recrutador a certificação valida o seu conhecimen...

Certificação Linux Essentials - Por que fazer?

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Recentemente resolvi fazer a certificação LPI Linux essentials , exame 010-150 .  O preço relativamente baixo, a validade vitalícia e o mínimo necessário de apenas 50% de aproveitamento me deixou bastante animado. Afinal, Linux é uma área bem escassa de profissionais, e uma certificação é uma certificação. Depois de ver a série do Gustavo Kalau sobre o exame vi que o conteúdo é aquilo que qualquer pessoa com o mínimo de familiaridade com o pinguim tiraria de letra. A única parte talvez mais chata, para alguns, é sobre a filosofia do software livre e licenciamento. Algumas pessoas ignoram esse assunto, não eu. Calhou que ao mesmo tempo descobri o curso NGD Linux Essentials no Cisco Netacad. O curso é gratuito , excelente, e aborda todo o conteúdo do exame. Ainda tem mais 2 cursos no mesmo estilo com o conteúdo dos exames superiores(LPIC-1 e LPIC-2). Em resumo o que pode ser dito da prova:  A prova é fácil e de conteúdo bem resumido.  A validade eterna e a nota...

10 diferenças entre IPv6 e IPv4

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 IPv6 é um protocolo inteiramente novo. Ele não é uma atualização do IPv4. Existem diferenças substanciais entre os dois. Isto nos leva a esclarecer algumas diferenças em relação ao protocolo antigo e algumas curiosidades.  O IPv4 não vai ser desativado tão cedo. Ninguém  " migra " para IPv6. Ambos protocolos vão coexistir até que o IPv4 não seja mais necessário.  Não há protocolo ARP no IPv6, este foi inteiramente substituído pelo ICMPv6 . Os mecanismos de descoberta de vizinhança e rotadores são muito mais simplificados. Interfaces IPv6 tem suporte nativo para múltiplos endereços . Os sistemas operacionais geram vários endereços aleatórios para evitar de usar o seu endereço "oficial" na internet. IPv6 não tem NAT! A capacidade de endereçamento é virtualmente infinita. Um único provedor recebe o equivalente a uma Internet IPv4 INTEIRA, não em endereços únicos, mas em redes /64, cada uma com uma capacidade ABSURDA de endereços. Em contra partida, exite o...

Frame Rewrite - Desenhando para entender.

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Um conceito um pouco confuso as vezes, para quem é iniciante, é o de "frame rewrite". Explico.  Quando um host envia um pacote para um host em uma rede remota, naturalmente o pacote vai ser encaminhado para o roteador. Mas como é possível enviar um pacote para um host/Roteador sem que seja para ele exatamente? Você pode cair na engano de achar que o roteador vai adivinhar para onde este pacote deve ir, ou que existe um outro campo no cabeçalho IP para tratar disso. Alguns chegam a pensar que ao enviar um pacote para um host fora da sua rede o processo do ARP corre normalmente, e ficam confusos ao perceber que eles não aparecem na tabela ARP. Pode parecer muito bobo, mas é uma dúvida comum e uma coisa que não fica muito clara para iniciantes. Quando é necessário montar um pacote para um endereço que está fora da sua rede, para ser bem óbvio, no campo "IP de destino" vai ser colocado exatamente o IP de destino. Já no campo MAC de destino será colocado ...

Tutorial DNS - Parte 3 - Resource records

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A segunda parte desta série apresentou alguns detalhes mais técnicos sobre a mecânica do serviço de DNS. Para completar vamos entender os tipos de registros DNS e suas aplicações. Resourse records O serviço de DNS é composto por um conjunto de tipos de registros chamados "Resourse records". Cada um possui um código numérico que é transmitido no cabeçalho do pacote DNS. Um usuário ou um recursivo fazendo uma pesquisa pode querer saber vários tipos de informações diferentes sobre um host ou uma zona, como por exemplo seu endereço IPv6, IPv4, ou quem é o autoritativo daquela zona. Outro exemplo didático são os servidores de email. Quando enviamos um email para ´"fulano@blogger.com" o nome do endereço de email sugere um usuário "fulano" dentro de um domínio. Você poderia pensar, a princípio, que a mensagem seria enviada ao servidor "blogger.com" ou algo do tipo, mas na grande maioria das vezes não é nem de longe assim. É necessário perguntar p...

Tutorial DNS - Parte 2 - Detalhes mais técnicos

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Na primeira parte deste tutorial falei sobre os fundamentos básicos do serviço de DNS. Os servidores podem ser autoritativos, sendo "donos" de uma ou mais zonas, e/ou recursivos, respondendo consultas por domínios diversos.Na sequência temos mais alguns detalhes do seu funcionamento. GLUE Records Quando um servidor recursivo está fazendo uma consulta ele pode se deparar com um pequeno problema. Tomemos o exemplo em que o usuário quer saber o endereço IP de "joaolucasmacedo.blogspot.com.br". Se ele já não tem este registro salvo em cache ele vai começar a pesquisa perguntando à algum servidor raiz pelo nome. Como eles não podem responder diretamente pela zona "blogspot.com.br" vão indicar pelo menos os servidores responsáveis pela zona ".br", que são "A.dns.br", "B.dns.br", "C.dns.br", até o "E.dns.br" . Em seguida o recursivo vai perguntar à um destes pela zona blogspot.com.br. Mas existe um pequeno d...

Tutorial DNS - Parte 1 - Introdução

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DNS(Domain name System) é um serviço criado para resolver os nomes na Internet, "traduzi-los" para endereços IP, e vice versa. Por exemplo o endereço "www.Exemplo.com.br" deve corresponder à um determinado endereço IP. Isso facilita a vida do usuário, na verdade a Internet seria impossível sem este serviço muito simples.  Um pouquinho de história Nos primórdios da Internet era muito fácil se lembrar dos endereços IP de outros servidores já que havia muito poucos hosts na rede. Conforme a rede cresceu este trabalho se tornou cada vez mais dispendioso. A solução seguinte foi criar um arquivo de texto chamado "hosts" onde era colocado todos os nomes conhecidos e os respectivos endereços IP. Este arquivo era atualizado periodicamente com um número de versão para controle. A cada acesso a aplicação poderia checar o arquivo para saber qual o endereço IP correspondente ao host. Naturalmente isto também ficou absolutamente insustentável com o cre...